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Trabalhadores em condições desumanas-Sep 18 2012

31/12/1969 - Trabalhadores ed Intaka acusam seu patronato de nao oferece-los melhores condicoes de trabalho. Segundo notas obtidas pelo Juiz Móvel, parte a maioria dos trabalhadores ainda não possui equipamento de trabalho e segurança no projecto.

Os trabalhadores da empresa encarregue de construir as cinco mil casas de Intaka, no Município da Matola, queixam-se de estar a trabalhar em condições desumanas e ilegais.

Segundo notas obtidas pelo Juiz Móvel, parte a maioria dos trabalhadores ainda não possui equipamento de trabalho e segurança no projecto tais como luvas, um material básico para a segurança das mãos dos trabalhadores. As poucas que existem, dizem os trabalhadores, são de tecido leve e portanto, inseguro.

Uniforme, capacete e botas, botas, constituem outro tipo de carências básicas que os trabalhadores denunciam. Os trabalhadores não possuem, por exemplo, andaimes suficientes, de tal forma que um deles recorre a uma janela para segurar o material e conseguir colocar a viga. Não existe sequer um vestiário, por isso a roupa fica pendurada num local aberto e sem privacidade, com todos os riscos que dai advêm.

Como se não bastasse, os trabalhadores dizem-se obrigados a comprar material de trabalho para o uso no projecto.

“Não temos nenhum material aqui, aliás, mesmo, até as luvas nos foram entregues há pouco, assim que vocês chegaram. O metro que eu uso comprei-o com meu dinheiro e estão a dizer para nós comprarmos serrotes”, explicou um dos trabalhadores indignado.

O balneário é uma pura imundície e é tão precário que não existe sequer um chuveiro. Mais grave ainda é o sanitário que não reúne condições mínimas de higiene.

O patronato fez apenas um buraco, colocou paus e cobriu com cartolina, de tal forma que fazer necessidades maiores configura um exercício que exige pontaria. As refeições são passadas na rua, sabe Deus em que condições.

A inspeção do Trabalho deslocou-se ao local para fiscalizar o acordo estabelecido entre as partes, depois de, na semana passada, os trabalhadores terem paralisado a actividade. Os inspetores ficaram chocados com as condições que encontraram tendo, por isso, dado um prazo de sete dias para o empreiteiro  corrigir as irregularidades.

O Juiz Móvel promete trazer os resultados após que visitar de novo o local e verificar se as mudanças foram cumpridas ou não.

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